PRINCÍPIO DA TRANSPARÊNCIA TRIBUTÁRIA

CONSTITUIÇÃO FEDERAL - Art.150, § 5º - A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

RECESSÃO EM 2015




ZERO HORA 9 de fevereiro de 2015 | N° 18078


DOIS ANOS DE RETRAÇÃO. Mercado passa a prever recessão no país em 2015

AO MESMO TEMPO, Levy admite que o PIB brasileiro no ano passado pode ter fechado no negativo. O resultado vai ser divulgado em março



Pela primeira vez, o mercado financeiro passa a projetar recessão para o ano. A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) encolha 0,42% puxado pelo desempenho negativo da indústria e pelo setor de serviços em desaceleração. Os dados são do boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central divulgada ontem.

No mesmo dia, em evento com um grupo de investidores e empresários em Nova York, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, admitiu ontem que o PIB em 2014 pode ter sido negativo. O número será conhecido em 27 de março, quando o IBGE divulga o resultado do quarto trimestre.

Na sua primeira visita oficial aos Estados Unidos, Levy disse que o “deslize fiscal” foi significativo no ano passado, mas reiterou que vai atingir a meta de superávit fiscal (poupança feita para o pagamento de juro) de 1,2% do PIB em 2015. Em 2014, houve déficit de 0,6%. Levy comentou que o ajuste em curso inclui “reformas estruturais significativas”.

No discurso, o ministro afirmou que 2015 será um ano de desafios, mas é otimista em relação a 2016, “um ano de crescimento, um outro ciclo”. Ele acrescentou que o pré-sal é mais produtivo do que se imaginava e que a Petrobras “vai superar atuais obstáculos”.

INFLAÇÃO E TAXA DE JURO EM ALTA

A expectativa ruim para a economia neste ano reforça um quadro já complexo de inflação elevada, juros em alta e dólar em escalada frente o real. O PIB de serviços, segundo o Focus, deve crescer 0,40% em 2015, taxa que, se confirmada, será a menor de sua história. E o da indústria deve amargar o segundo ano seguido de retração: a projeção é de queda de 0,55%. A pesquisa mostra que a agricultura deve apresentar o melhor desempenho, 1,8%.

– Esse quadro recessivo de 2015 é relacionado a todos os setores e não só a indústria. É um recuo generalizado. A surpresa de 2015 talvez seja um desempenho medíocre para o setor de serviços – ponderou Cristiano Oliveira, economista-chefe do banco Fibra.

Além de retração do PIB, é esperada inflação e juros maiores. O IPCA, índice referência para meta de inflação, deve ficar em 7,27% em 2015, ante estimativa anterior de 7,15%. No próximo ano, deve recuar para 5,60%, dentro da meta estipulada pelo governo, de 4,50%, com dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

O ciclo de alta do juro deve ser mais longo. Antes, esperava-se que o movimento seria interrompido em abril, quando chegaria a 12,75% ao ano. Agora, a expectativa é de que vá a 13%. Hoje, está em 12,25%.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

IMPOSTOS ABUSIVOS COBRADOS DO BRASILEIRO

FIEPR - CARTILHA

Veja o quanto você paga de imposto

PRODUTOS IMPOSTO
Abaixador de língua 30%
Absorvente higiênico 34%
Academia 27%
Achocolatado 38%
Aço (forma bruta) 37%
Açúcar 32%
Adestramento de cães 27%
Adoçante 37%
Adubo 25%
Aeronaves 28%
Agenda escolar 43%
Agogô 39%
Água 38%
Água c/ açúcar e edulcorantes (h2o) 53%
Água de coco 34%
Água-de-colônia (nacional) 50%
Água mineral 44%
Água oxigenada 41%
Água sanitária 26%
Agulha 34%
Álcool (material de limpeza) 33%
Álcool combustível 26%
Algodão de limpeza 35%
Alicate 40%
Almoço em restaurante 32%
Almofadas 34%
Amaciante 34%
Amendoim 37%
Andador 19%
Aparador (sala) 37%
Aparelho de barbear 41%
Aparelho de pressão digital 34%
Aparelho de som 37%
Aparelho MP3 ou iPOD 49%
Aparelho radiografia (raio-X) 38%
Aparelho telefônico p/ linha fixa 43%
Apito 34%
Apontador  43%
Aquecedor de água elétrico 48%
Aquecedor de ambientes 48%
Arame farpado 33%
Ar condicionado p/ residência 48%
Arma de fogo (revólver) 72%
Arranjo de cabelo 26%
Arroz 17%
Árvore de Natal 39%
Aspirador de pó 41%
Avental médico 31%
Avião 42%
Bacalhau importado 44%
Balanças (uso doméstico) 43%
Balão de borracha (bexiga) 34%
Band-aid (curativo) 30%
Bandeira (de pano) 36%
Bandolim 39%
Banheira 42%
Banjo 39%
Barbeador elétrico 48%
Barco 28%
Batata 11%
Batedeira 44%
Bateria 38%
Bicicleta 46%
Bijuterias 43%
Binóculos 52%
Biquíni 33%
Biquíni com lantejoulas 42%
Biscoito 37%
Bisturi 40%
Bola de futebol 46%
Bolo de brigadeiro 34%
Bolsa (geral) 40%
Bolsa de couro 42%
Bolsa térmica 37%
Bombom 38%
Boné 35%
Bongô 39%
Borracha escolar 43%
Bota 36%
Brinquedos 40%
Bronzeador 49%
Buffet (jantar) - restaurante 32%
Bumbo 39%
Buquê (flores) 18%
Buzina (automóvel) 36%
Buzina a gás 46%
Cachaça 82%
Cachimbo 61%
Cachecol 34%
Cachorro-quente 15%
Cadeira de praia 41%
Cadeira de rodas 18%
Caderno universitário 35%
Café 20%
Cafeteira 42%
Caipirinha 77%
Caixas de som amplificadas 46%
Calça (tecido) 35%
Calça de couro 40%
Calça jeans 39%
Calculadora eletrônica 45%
Camarão 33%
Câmera fotográfica 45%
Camisa 35%
Camisa xadrez 35%
Caneta 48%
Canivete 44%
Canjica 35%
Carne bovina 17%
Carrilhão com estante 37%
Cartão de Páscoa 37%
Cartuchos de tinta (impressora) 38%
Carvão vegetal 34%
Casa popular 48%
Casaco de pele vison 82%
Casamento no civil 17%
Catchup 41%
Cateter 30%
Cavaquinho 38%
CD (compact disk) 38%
Cebola 16%
Cera 47%
Cereal em lata 34%
Cerveja (lata) 56%
Cerveja (garrafa) 56%
Champagne 59%
Chapéu de couro 40%
Chapéu de palha 34%
Charuto/ cigarrilha 62%
Chave de fenda 41%
Chester/peru/pernil 29%
Chicletes 34%
Chinelo 31%
Chocolate 39%
Chope 62%
Chuveiro elétrico 48%
Cigarro 80%
Cimento 30%
Cinto de couro 41%
Cinto de segurança 25%
Clarineta 39%
Cobertor 26%
Cocada 37%
Coelho de pelúcia 30%
Cofre 46%
Cola Tenaz 43%
Colar havaiano 46%
Colchão 28%
Coletor de urina 20%
Colomba pascal chocolate 39%
Comadre/papagaio 34%
Computador acima de R$ 3.000,00 34%
Computador até R$ 3.000,00 24%
Condicionadores (banho) 37%
Confete/serpentina 44%
Consulta veterinária 27%
Conta de água 24%
Conta de luz 48%
Conta de telefone 46%
Contrabaixo 39%
Convite (impresso) 24%
Copiadora (máquina) 48%
Copos 38%
Corda 34%
Corneta 34%
Cortador de grama 38%
Cosméticos 55%
Cotonetes 34%
Creme de barbear 57%
Cremes de beleza 57%
Cruz de madeira 46%
Cuíca 38%
Decoração igreja (flores) 18%
Desfibrilador 35%
Desinfetante 26%
Desodorantes 37%
Detergente 30%
Dia da noiva (salão de beleza) 26%
Diamante (pedra bruta) 43%
Diesel 41%
Ducha higiênica 35%
DVD (aparelho) 50%
DVD (cartucho) 44%
Edredom 36%
Embarcações 28%
Energia elétrica 48%
Enfeites árvore de Natal 48%
Ervilhas 26%
Escola particular e curso de inglês 26%
Escova de dentes 34%
Esparadrapo 29%
Esponja de aço (pacote com 4 unidades) 41%
Espumante 60%
Estojos para lápis 40%
Extintor de incêndio 40%
Fantasia - roupa com arame 34%
Fantasia - roupa tecido 36%
Faqueiro 42%
Farinha de trigo 17%
Fechadura 42%
Feijão 17%
Fermento 38%
Ferro de passar 45%
Fichário 39%
Filmes p/ fotografia 45%
Filtro de ar 41%
Filtro de óleo 38%
Filtro de papel 37%
Fita 34%
Fivela 37%
Flauta transversal 40%
Flores artificiais 46%
Flores naturais 18%
Fogão 4 bocas 27%
Fogos de artifício 62%
Folhas para fichário 38%
Fondue de chocolate 39%
Fondue de queijo 37%
Formulários de papel 39%
Forno de microondas 55%
Fósforos 34%
Fralda descartável 34%
Frango 17%
Freezer 45%
Frutas 22%
Fubá 25%
Gaita 40%
Garrafa térmica 45%
Gás de cozinha 34%
Gasolina 53%
Gaze 29%
Geladeira 37%
Gelatina 37%
Gibão de couro 40%
Grama 13%
Gravador (aparelho) 52%
Gravata 35%
Graxa p/ sapatos 41%
Guarda-chuva/ sombrinha 35%
Guardanapo de papel 38%
Guarda-sol 37%
Guitarra 39%
Hospedagem em hotel 30%
Hotel para animais 27%
Imagem de santo 42%
Impressora 34%
Inalador 36%
Ingressos (tíquetes) 41%
Iogurte 33%
Ipad - tablet 39%
Isqueiro descartável 62%
Jantar em restaurante 32%
Joelheira 20%
Jogos vídeo 72%
Jóias 50%
Jornal 14%
Juros bancários 26%
Lâmina para microscópio 34%
Lâmpada elétrica comum 45%
Lancheiras 40%
Lápis 35%
Lareira 41%
Lavadora de louças 48%
Leite  19%
Leite em pó 28%
Lembrancinha (souvenir) 18%
Lençol 26%
Lentilha 26%
Liquidificador 44%
Livro 16%
Livro escolar 16%
Louça 45%
Lubrificantes 38%
Luminária 44%
Lupa 34%
Luva 41%
Luva cirúrgica 30%
Maca 34%
Macarrão 18%
Madeira bruta 42%
Maionese 34%
Maisena (amido de milho) 34%
Malas 40%
Malha 34%
Mangueiras p/ água 39%
Manteiga 36%
Maquilagem 56%
Máquina automática venda de bebidas 48%
Máquina de costura 36%
Máquina de lavar roupas 48%
Margarina (500g) 36%
Martelo 41%
Máscara cirúrgica 30%
Máscara de lantejoulas 43%
Máscara de plástico 44%
Material de construção (geral) 33%
Medalha de metal 38%
Medicamento de uso animal 13%
Medicamentos de uso humano 34%
Medidor de glicose 30%
Mensalidade do clube 27%
Mertiolate/ mercúrio 35%
Mesa de bilhar (sinuca) 62%
Microcomputador até R$ 3.000,00 24%
Micro Laptop acima de R$ 3.000,00 34%
Microfones 47%
Micro-ondas (forno) 59%
Microscópio 38%
Milho cozido 19%
Milho verde (vidro) 36%
Mochilas 40%
Molho de tomate (lata) 36%
Mostarda 41%
Moto (acima de 250 cc) 65%
Moto até 125 cc 44%
Muleta 40%
Navalha 44%
Nozes 36%
Óculos (lentes de vidro) 45%
Óculos de sol 44%
Óleo de cozinha 26%
Ovos de Páscoa 39%
Ovos de galinha 21%
Paçoca 37%
Pacote hotel, ingresso e van - desfile carnaval 36%
Pacote lua-de-mel (viagem) 30%
Pandeiro 38%
Panelas 36%
Panetone 35%
Pão de forma 17%
Pão francês 17%
Papel-alumínio 38%
Papel carbono 37%
Papel celofane 34%
Papel filtro 45%
Papel higiênico (com 4 rolos) 40%
Papel pardo 35%
Papel sulfite 37%
Parafuso 41%
Paraquedas 41%
Pás e picaretas 34%
Passagem aérea 22%
Pasta de dentes 35%
Pastas em geral  40%
Pastas plásticas 40%
Patins 53%
Pé-de-moleque 37%
Peixes 34%
Peneira de couro 40%
Pente 45%
Perfume importado 78%
Perfume nacional 69%
Peru/chester/pernil 29%
Piano 40%
Pilhas/ baterias 51%
Pincel 36%
Pinhão 24%
Pipeta de laboratório 34%
Pipoca (micro-ondas) 35%
Pipoca (milho) 35%
Plantas (pomar) 13%
Plástico 0,15 40%
Playstation 72%
Pneu 36%
Porta-retrato 43%
Postes e vigas de concreto 39%
Prato (instrumento musical) 38%
Pratos (cozinha) 34%
Prego 41%
Presépio - Natal 36%
Preservativo 19%
Protetor solar 42%
Quadro de parede 36%
Queijo 17%
Quentão 62%
Querosene para aviação 47%
Rações para gato e cão 41%
Reco-reco 38%
Refresco em pó 36%
Refrigerante (lata) 46%
Refrigerante (garrafa) 45%
Regador 44%
Régua 45%
Relógio 53%
Relógio despertador 48%
Revistas 19%
Roupas 35%
Sabão em barra 30%
Sabão em pó 41%
Sabonete 37%
Sal 15%
Sanduiche Mac Donald's 30%
Sapatos 36%
Saponáceo 39%
Saxofone 40%
Secador de cabelos 48%
Secadoura de roupa 48%
Secretária eletrônica 52%
Sela 41%
Seringa 30%
Serviço de TV por Assinatura 46%
Serra manual 41%
Shampoo 44%
Sidra 48%
Sinos/campainhas 43%
Sonda aspiração traqueal 21%
Sonda uretral 34%
Sopa de pacotinho 34%
Soro 30%
Sorvete de massa 38%
Sorvete (picolé) 38%
Sousafone 39%
Spray espuma 46%
Suco pronto 36%
Suplemento alimentar 34%
Taças 44%
Talco 49%
Talheres 34%
Tamborim 39%
Tapete 42%
Teatro e cinema 30%
Tecidos 36%
Teclado 39%
Telefone celular 40%
Telefonia 46%
Televisor 45%
Telha 34%
Tênis Importado 59%
Terço de plástico 41%
Termômetro 39%
Terno (traje) 35%
Tesoura 44%
Tijolo (milheiro) 34%
Tinta 36%
Tinta guache 36%
Tinta plástica  36%
Tipóia 20%
Toalha de banho 26%
Toalha de mesa 26%
Tomate 17%
Torneira 39%
Torradeira elétrica 48%
Traje do noivo 35%
Transporte coletivo 34%
Trator 32%
Travesseiro 26%
Triângulo (instrumento musical) 38%
Triângulo p/ veículo 45%
Trombone 40%
Trompete 39%
Universidade (mensalidade) 26%
Urna funerária 36%
Ursinho de pelúcia 30%
Utensílios de jardim 34%
Vara de pesca 48%
Vaso de plantas 41%
Vaso sanitário 40%
Vassoura 35%
Veículo Celta 1.0 38%
Veículo Toyota Corolla 2.0 41%
Veículo Celta 1.0 37%
Veículo Toyota Corolla 2.0  41%
Vela 41%
Ventilador 34%
Vermute 62%
Vestido 35%
Vestido de noiva 35%
Videocassete 44%
Vidro 42%
Vinagre 34%
Vinho 55%
Viola 40%
Violão 39%
Violino 38%
Violoncelo 40%
Vodca 82%
Whisky 61%
Xarope para tosse 35%
Xilofone 40%
 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A INFLAÇÃO BATE NA PORTA



ZERO HORA 09 de fevereiro de 2015 | N° 18068



EDITORIAL



No contexto de desconfianças e de corrupção, o aumento de preços traz de volta uma ameaça que o Brasil esperava ter superado.


Um fator econômico sempre envolvido em graves crises, mas que parecia afastado do cenário brasileiro, volta a preocupar a todos. A inflação apresenta-se como um complicador para uma crise de confiança acumulada nos últimos anos, por conta de erros em sequência na condução da economia, da estagnação e dos efeitos da sucessão de escândalos de corrupção. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 1,24% em janeiro, o mais alto nível desde fevereiro de 2003, e fechou em 7,14% no acumulado de 12 meses. Foi-se a meta oficial, junto com as expectativas de quem ainda esperava um refluxo na tendência de alta de itens básicos, em especial dos alimentos. O número é resultado de pressões exercidas também por reajustes nos aluguéis e nas tarifas de energia elétrica e dos ônibus urbanos.

A inflação é um desequilíbrio ameaçador, em especial em países como o Brasil, que conviveu por décadas com o descontrole de preços. A estabilidade conquistada na segunda metade dos anos 90 afastou dos brasileiros a corrosão de renda, a imprevisibilidade e o tormento de viver sob a pressão de ter de comprar já o que talvez não mais pudesse ser adquirido no dia seguinte. O risco de retorno desse tormento está presente, não só nos indicadores, mas no dia a dia. São as donas de casa o melhor termômetro de um cenário que, infelizmente, parecia ter se distanciado da vida dos assalariados. No supermercado, na feira, no pagamento de contas compulsórias, como água, luz e telefone, são elas que percebem que a renda da família compra e paga cada vez menos.

O efeito disso, além da perda da capacidade de consumir bens, lazer e cultura, é o sentimento de que o país não se livrou completamente da inflação. Frustram-se as expectativas criadas pelo próprio governo, que no ano passado esperava um IPCA de 4,5% e viu o índice ficar em 6,41, perto do teto de 6,5%, o mesmo a ser perseguido como o máximo tolerável em 2015. Para agravar, do conjunto de situações desfavoráveis fazem parte também outras formas de subtração dos ganhos da chamada classe média, como a não correção da tabela do Imposto de Renda de acordo com a inflação, que não para de subir, e, para quem consegue guardar parte do que recebe todo mês, o baixo rendimento da poupança.

O momento é, por isso tudo, gerador de pessimismos que exigem atenção do governo. Após os erros da omissão, decorrentes em boa parte dos adiamentos provocados pela campanha eleitoral, cabe à nova equipe econômica ser rigorosa no cumprimento das medidas anunciadas, como o ajuste inflexível das contas públicas e a adoção de ações capazes de retomar crescimento, credibilidade e estabilidade.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O RANCHO ENCOLHEU



ZERO HORA 08 de fevereiro de 2015 | N° 18067


CADU CALDAS


INFLAÇÃO NO SUPERMERCADO. MENOS POR (BEM) MAIS


ESTÁ CARO VIVER. A hora em que o consumidor mais sente é quando vai comprar alimentos como carne e batata, cujos preços sobem a cada semana


O salto da inflação verificado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – 1,24% em janeiro na comparação com dezembro, maior resultado para um mês desde fevereiro de 2003 – atestou o que consumidores já vinham percebendo nos últimos meses: viver está bem mais caro. Um dos vilões é justamente aquele grupo de consumo que as famílias têm que encarar diariamente, os alimentos.

E, desta vez, não adianta culpar o tomate. O papel de protagonista da inflação cabe só em parte a ele. Junto com o fruto vermelho, batata, arroz e carne formam a quadrilha do preço alto em 2015. Os quatro alimentos, tão populares na mesa dos gaúchos, têm ficado mais caros a cada semana, e a alta deve continuar nos próximos meses.

Diferentemente de 2014, quando o clima destruiu boa parte da produção agrícola, diminuindo a oferta de alimentos, este ano o aumento de preços é reflexo de uma série de fatores. A seca em São Paulo influencia, mas o aumento nos combustíveis e na energia e até a alta do dólar também são cúmplices.

Uma cesta de produtos – ideal para uma família de quatro pessoas se alimentar de forma saudável por uma semana – criada por ZH com a ajuda da nutricionista e professora da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS) Carla Piovesan serve de termômetro para verificar o aumento nas gôndolas. Hoje, a lista de 26 itens custa R$ 284,41, um valor 61% mais salgado do que cinco anos antes, quando o mesmo cardápio saía por R$ 176,55. É como se, de 2010 a 2015, os consumidores perdessem quase 40% do poder de compra que tinham.

Levantamento realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas (Iepe) indica que em janeiro os preços pisaram forte no acelerador. O índice de Preços ao Consumidor mostrou variação de 1,99% só no mês passado. Alimentos in natura, como frutas, verduras e legumes, subiram ainda mais, 3,16%. Mas nada se compara ao comportamento da batata inglesa, que disparou 47,03%. Em outubro, o quilo valia R$ 1,78. Agora, não sai por menos de R$ 3,52.

– Os preços dos alimentos não são causa da inflação, mas sim consequência. A comida não é vilã, é vítima. Ela reflete, entre outras coisas, o aumento do custo de irrigação com a alta de energia e do custo do frete com a alta do diesel – explica Antônio da Luz, economista da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

Para fugir do aumento generalizado, não há muita alternativa: diminuir o consumo ou substituir um alimento por outro. A nutricionista Carla Piovesan ressalta um detalhe que considera importante: comer em casa.

– É a melhor maneira de economizar e ter alimentação saudável. Vale até fazer marmita – brinca.

A seca no Sudeste vai afetar as prateleiras gaúchas com ainda mais força nos próximos meses. Com a limitação de uso de água para irrigação, imposta pelo governo, a produção de alimentos sentirá impactos. Nos meses de verão, o Rio Grande do Sul é praticamente autossuficiente no cultivo de hortifrúti, mas no inverno a dependência de São Paulo e Minas Gerais é forte, alerta Amauri Pereira, da gerência técnica da Ceasa. Culturas que necessitam de muita água devem apresentar o maior aumento de custo e também de preços: arroz, batata e tomate. O consultor agrônomo Carlos Cogo estima:

– Será um aumento gradativo ao longo de todo 2015, até chegar no pico em 2016.

A soja deve causar impacto no preço da carne. Como o farelo do grão é utilizado para ração de animais, a venda do produto para o Exterior – reflexo do dólar mais alto – encarece os custos de produção dos pecuaristas brasileiros.

– Além da dificuldade de escassez de água, o câmbio estimula a exportação, diminuindo a oferta dentro do país – lembra Farias Toigo, analista de mercado da Capital Corretora.

Outros produtos e serviços do dia a dia ficarão mais caros, aponta Marcelo Portugal, professor de Economia da UFRGS:

– Fevereiro terá todo o peso do ajuste na gasolina, nas mensalidades escolares e na tarifa de ônibus. Isso causará efeito cascata nos meses seguintes. O refresco deve ficar para o segundo semestre. Ainda assim, a projeção é de uma inflação acima do teto da meta (6,5%) para 2015.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

DRAGÃO COSPE FOGO



ZERO HORA 07 de fevereiro de 2015 | N° 18066



ECONOMIA. Inflação acelera e tem maior aumento mensal em 12 anos




SECA ELEVA PREÇOS de alimentos e da energia elétrica e leva o IPCA a 1,24% em janeiro. IBGE avalia que pressão deve se manter em fevereiro.

Sob pressão dos aumentos da energia elétrica e dos alimentos, a inflação acelerou no mês passado e chegou a 1,24%, o maior percentual desde fevereiro de 2003. A forte aceleração em janeiro levou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses a 7,14% – maior alta desde setembro de 2011 e bastante acima do centro da meta de inflação para este ano, de 4,5%, e até do limite do teto, de 6,5%.

A tendência é de que a inflação continue em patamar elevado, avaliou a coordenadora dos índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, ao divulgar os dados ontem. Gasolina, ônibus e energia elétrica devem influenciar o índice em fevereiro. Além disso, há os reajustes dos colégios e dos materiais escolares, tradicionalmente majorados nesta época do ano.

A pressão da inflação no começo deste ano, principalmente com o governo repassando as altas da energia elétrica para o consumidor, fez a Tendências Consultoria Integrada alterar a projeção para o IPCA neste ano.

– A estimativa de 6,8% deve ser revista para entre 7,3% e 7,5% – disse Alessandra Ribeiro, economista e sócia da consultoria.

Já se cogita no mercado financeiro nova alta de 0,50 ponto percentual na taxa básica de juro, para 12,75% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, em março.

A tarifa de energia foi o item de maior impacto em janeiro, com aumento médio de 8,27%. Em Porto Alegre, chegou a 11,66%, que refletiu parte do reajuste da CEEE de 22,41% em vigor desde 8 de dezembro. Além disso, o índice absorveu o impacto da entrada em vigor do sistema de bandeiras tarifárias, que repassa ao consumidor o gasto maior com o acionamento das usinas térmicas.

– Além de prejudicar alimentos, agricultura e pecuária, a falta de chuva fez com que a energia elétrica passasse a ser um problema para o país. Aumentou o preço (da energia) e, como consequência, o IPCA veio forte – explicou Eulina.




quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

AUMENTO CASCATA AFRONTA A QUALIDADE DE VIDA E A ALIMENTAÇÃO DO BRASILEIRO

DIÁRIO GAÚCHO 04/02/2015 | 07h01


Aumento cascata que dói no bolso: agora é a vez dos alimentos. Aumento do diesel e valorização do preço do frete irão pressionar o valor de itens como frutas e verduras. Entenda como isso ocorre e saiba o que fazer para proteger seu bolso nas compras



Lurdes e Tânia controlam as compras para não extrapolar o orçamento Foto: Luiz Armando Vaz / Agencia RBS


Jeniffer Gularte



É provável que a próxima vez que você for ao supermercado já sinta aumento no preço dos alimentos, em especial dos hortifrutigranjeiros.

Assim que o aumento do diesel começou a valer, no início deste mês, foi dada a largada de um efeito cascata que terminará no seu bolso: nesta semana, será definido o aumento do preço do frete no país, que pode chegar a 15%.


Com isso, especialistas preveem que, em 30 dias, todos os alimentos da cesta básica poderão sofrer reajustes. Os produtos perecíveis serão os primeiros a subir de preço.

Para vice-presidente de Transporte do Setcergs, João Jorge Couto da Silva, é questão de dias para itens como frutas e verduras aumentarem de preço nas gôndolas. Quanto maior a distância que o produto percorre, maior o aumento.

– Tudo que se consome no Brasil se transporta por caminhão. Os hortifrútis já estão sendo afetados, não leva nem uma semana. O reflexo é imediato. Os laticínios virão logo na sequência.


"O jeito é levar menos"

Para fugir dos preços mais salgados, as domésticas Lurdes Afonso Silva, 58 anos, e Tânia Guimarães Pacheco, 67 anos, de Eldorado do Sul, fazem as compras semanais de feira em Porto Alegre. Em média, gastam de R$ 20 a R$ 30 por cada vez que vão ao Hortomercado Parobé, no Centro. Com a ameaça de mais altas, a alternativa é frear as compras.

– O jeito é levar menos. Hoje, já não compro ameixa, porque acho caro. No ano passado, tu comprava cinco caixas de morangos por R$ 5. Hoje, são duas por R$ 5 – compara Lurdes.

Dona Tânia conta que, se preciso, deixa de comprar maior variedades de frutas para optar pelo mais simples.

– Vou de banana e maçã, que são mais baratos. Ou não compro, venho a cada duas semanas.


Como o aumento chegará ao consumidor:

O que subiu


Óleo diesel
O combustível dos caminhões, subiu, em média, 5% no começo de fevereiro.

Frete
O combustível corresponde a 37% do custo operacional do frete. O índice do aumento deve ser definido amanhã. De acordo com o vice-presidente de Transporte do Setcergs, João Jorge Couto da Silva, o aumento do custo do serviço deve ficar entre 12,5% a 15%. Isso porque, em novembro, houve aumento de 6,9% no diesel, sem que as transportadoras pudessem repassá-lo. Agora, tentarão compensar de uma vez só.

Alimentos
Dependendo do item, o custo do frete representa de 1,5% a 3% do preço do produto. A estimativa é de que em, um mês, toda a cesta básica seja afetada pelo aumento do frete. O preço também é pressionado pelo aumento do custo da energia elétrica.

Prepare-se:

Aumentam imediatamente: frutas e verduras

Os alimentos perecíveis serão os primeiros a serem atingidos. No topo dessa lista, estão os hortifrutigranjeiros, que precisam ser reabastecidos a cada dia. Em alguns casos, o aumento chegará em menos de uma semana. "Tudo que se consome na Ceasa será afetado diretamente", adianta Jorge Couto da Silva, do Setcergs. Para o representante da associação de atacadistas do Rio Grande do Sul, Sérgio Di Salvo, frutas como mamão e manga, que vêm do Norte e Nordeste do país, serão as que mais subirão devido à distância. Na opinião dele, no caso de legumes e verduras, o impacto, embora inevitável, pode ser menor por serem produzidos no Estado.

Aumentam em breve: laticínios

Leite, queijo e iogurtes devem subir logo na sequência dos hortifrútis. Mesmo tendo produção forte no Estado, as cargas chegam a cada semanalmente. Neste caso, há incidência do preço do frete entre o produtor e a indústria e da indústria para a distribuição nos supermercados.

Demora um pouco mais, mas vão aumentar: soja e milho

Produtos cultivados em locais específicos como soja e milho dependem ainda mais de frete para chegar aos grandes centros. Neste caso, serão reajustados assim que forem processados pela indústria, alterando preço de itens como azeite e farinha, lembra a economista e professora do curso de Ciências Econômicas da Unisinos, Simone Magalhães.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

AUMENTO NA ENERGIA E NO DIESEL ELEVAM CUSTO DOS ALIMENTOS

ZERO HORA 03/02/2015 | 05h02

Lavoura cara. Alta no preço da energia e do diesel consome lucros do arroz. Reajustes feitos em 2014 e os previstos para este ano aumentarão em ao menos R$ 218 o custo de produção por hectare

por Joana Colussi



Por falha no fornecimento em 2014, Clarissa conta que deixou de colher o equivalente a mil hectares Foto: Rodimar Ferreira / Especial


Superada a crise no preço do arroz, os produtores estão agora diante de nova equação. Com 100% da área irrigada no Rio Grande do Sul e muita dependência de mecanização, a produção exige equipamentos potentes para preparar o solo e conduzir a água até as lavouras — orçamento difícil de ser ajustado devido à alta da energia elétrica e do óleo diesel. Juntos, os dois insumos respondem por até 16% do custo total de produção do arroz.



— Será um ano duríssimo para o arrozeiro — prevê Henrique Dornelles, presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).

Segundo a entidade, a energia pode responder por até 10% dos gastos da lavoura, acrescidos de outros 6% do óleo diesel. Os reajustes feitos em 2014 e os previstos para este ano aumentarão em ao menos R$ 218 o custo por hectare da lavoura na próxima safra, segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). Para pagar a diferença, o produtor precisará colher mais seis sacas de arroz de 50 quilos por hectare.

— De nada adianta estarmos com um preço de quase R$ 40 por saca de arroz quando gastamos R$ 38 para produzir — reclama Francisco Schardong, presidente da Comissão do Arroz da Farsul.


No final desta semana, quando a colheita do arroz será aberta oficialmente, no município de Tapes, a Federarroz apresentará estudo inédito sobre custos de produção em sete municípios: Alegrete, Camaquã, Dom Pedrito, Mostardas, Restinga Sêca, Santa Vitória do Palmar e Uruguaiana. Para fazer o levantamento, foram avaliadas propriedades de 35 a 600 hectares.

— Uma das constatações é de que, na cultura do arroz, a escala é um fator importante para diluição do custo fixo, um dos principais gargalos do setor hoje — destaca Tiago Sarmento Barata, diretor comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

Na planilha de custos do estudo, a energia duela com a mão de obra, que responde por até 11% dos gastos. O aguador, por exemplo, que faz o manejo hídrico da lavoura, é um trabalhador cada vez mais raro.

— O Estado tem custo de produção extremamente elevado — completa Barata.

Com uma produção estimada em 8,17 milhões de toneladas na safra atual — cerca de 65% da produção nacional — o Rio Grande do Sul deverá colher 7,3 mil quilos por hectare, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Não fosse a alta de preço dos insumos, o cenário seria de comemoração.

— O arroz nunca esteve tão valorizado como agora, mas os altos custos acabam corroendo boa parte da rentabilidade — lamenta Dornelles, que prevê repasse de preços ao consumidor final em curto prazo.

Alta acentuada

R$ 5,5 mil por hectare é o custo total da produção calculado pela Farsul para a atual safra de arroz. O cálculo tem como base a alta de 30% na energia em 2014, mais 37% previstos pelo Instituto Acende Brasil para 2015 com o fim do subsídio ao setor elétrico, a elevação do preço de Itaipu e o reajuste anual. Também entra na conta o aumento de R$ 0,15 no litro do diesel nas refinarias em 2015.

Veja quanto os aumentos de energia e combustível irão impactar nos custos de produção do arroz no Rio Grande do Sul, por hectare:

Energia elétrica: R$ 178
Óleo diesel: R$ 40
Total: R$ 218

O cultivo encharcado



1) A água é levada à lavoura com o uso de equipamentos elétricos. Uma lavoura de 400 hectares costuma utilizar motor de 150 cavalos, que consome 110 kilowatts/hora (kWh).

2) Os produtores, em geral, utilizam o motor por 21 horas diárias. Nesse padrão médio, o consumo mensal é de 69,55 mil kWh, o que equivalente a consumo de 278 residências com quatro pessoas.

3) O motor puxa água para criar uma área alagada, em que o arroz se desenvolve. A planta consegue sobreviver com até cerca de 10 centímetros de água no solo.

Custo elevado inviabiliza uso de geradores

Com 7,5 mil hectares de arroz cultivados em Itaqui, Uruguaiana e Maçambará, na Fronteira Oeste, o grupo Pitangueira tem na energia não apenas um dos principais custos da lavoura, mas um forte fator de insegurança. A incerteza, que via de regra é atribuída às condições climáticas, na fazenda é ditada pela instabilidade no fornecimento de energia elétrica.

— Chegamos a ficar cinco dias sem luz. A questão não é só preço, mas deficiência na qualidade da energia — diz Clarissa Peixoto, agrônoma e filha do proprietário, Pedro Monteiro Lopes.

Em 2014, a propriedade deixou de colher o equivalente a cerca de mil hectares por falhas no abastecimento. Por se tratar de uma área muito grande, diz Clarissa, é praticamente impossível instalar geradores elétricos que deem segurança para o sistema de irrigação por inundação.

— O custo seria altíssimo. Temos gerador na sede da propriedade para garantir necessidades básicas dos colaboradores — explica Clarissa, acrescentando que o problema é histórico na região, distante mais de 600 quilômetros da Capital.

Ao desembolso com energia, somam-se gastos com óleo diesel para abastecer máquinas e com mão de obra — mais de 250 funcionários.

— Não queremos só garantia de preço do arroz, queremos poder pagar nossos custos, que são elevados — diz Lopes, que beneficia 50% da produção e vende o restante para indústrias.

Com investimento de quase R$ 5 mil por hectare, a fazenda Pitangueira terá de colher ao menos 150 sacas por hectare para cobrir gastos. Na atual colheita, a expectativa é alcançar 8,5 mil quilos por hectare (170 sacas), com custo 15% maior do que no ciclo anterior.

As explicações das concessionárias


Duas companhias, CEEE e AES Sul, atendem as principais regiões produtoras do cereal no Rio Grande do Sul. Veja o que dizem sobre as queixas dos produtores

Companhia estadual de Energia Elétrica (CEEE)

Por meio de nota, afirma que está sendo executado um programa de expansão e manutenção de subestações e alimentadores na região de Santa Vitória do Palmar e Pelotas para atender ao crescimento do mercado e oferecer energia de melhor qualidade. Para o primeiro semestre do ano, está prevista conexão da nova subestação Santa Vitória do Palmar 2 ao linhão de 525 quilovolts (kV).

— Sabemos onde estão os problemas e estamos tomando medidas mitigatórias, mas a solução só pode ser construída a longo prazo — afirma o diretor de distribuição da companhia, Júlio Hofera.

AES Sul

Em nota, informa que executou 1,1 mil religações solicitadas no início da safra. Diz, ainda, que o fornecimento de energia está sujeito a interrupções por motivos diversos, como temporais ocorridos na área de concessão (oito tempestades em 23 dias, com danos na rede). A companhia recomenda que os interessados busquem alternativas de fornecimento onde não pode haver interrupção. Esclarece que eventuais custos adicionais podem ser compensados com o subsídio que os produtores de arroz têm na energia elétrica, de até 70%. Afirma também que investiu R$ 1,5 milhão no Plano Safra, sendo a maior parte dos recursos voltada às lavouras de arroz.